Venda de CDs cresce 16% nos EUA e formato vive novo momento entre colecionadores
Segundo relatório da Luminate, as vendas de CDs subiram 16% no primeiro semestre de 2026 nos Estados Unidos, chegando a cerca de 16,3 milhões de unidades.
Por anos, os discos de vinil dominaram a narrativa do retorno das mídias físicas. Em plena era do streaming, nada se compara ao som quente dos estalos de um vinil. Ainda assim, os CDs podem estar prestes a superar o formato queridinho dos colecionadores. Um relatório da Luminate, empresa que acompanha dados e análises do setor de entretenimento, aponta que as vendas de CDs cresceram 16% no primeiro semestre de 2026, somando cerca de 16,3 milhões de unidades nos Estados Unidos.
Não é a primeira vez que as vendas de CDs registram um salto. O relatório observa que parte desse crescimento vem dos lançamentos colecionáveis de K-pop. Outros analistas do setor especulam que o interesse da Geração Z, impulsionado pela nostalgia, também pode ser um fator. Afinal, se eles curtem câmeras compactas dos anos 2000, por que não os CDs também?
Independentemente da geração ou do motivo que leva as pessoas a abraçarem o formato, começar uma coleção de CDs envolve alguns desafios modernos, além de vantagens que não existem no serviço de streaming de sua preferência. Veja a seguir os pontos positivos e as limitações de entrar (ou voltar) para o mundo dos CDs.
As vantagens dos CDs
Há vários motivos para se interessar por CDs, dependendo das suas prioridades e da sua relação com a música:
- Quando você compra um CD, o álbum é seu. Não precisa se preocupar em perder o acesso à música caso um serviço de streaming mude seu contrato de licenciamento.
- Para quem tem orçamento apertado, é possível encontrar CDs usados por poucos dólares. Até mesmo um álbum novo em CD costuma ser mais barato do que a versão em vinil.
- Com os CDs, você não depende de conexão com a internet e não precisa lembrar de marcar determinados álbuns ou músicas para o modo offline.
- Embora o streaming seja prático para ouvir o que quiser, quando quiser, você ainda pode montar sua própria biblioteca digital ao ripar seus CDs. Para os mais experientes em tecnologia, também dá para configurar um servidor próprio ou se aprofundar na busca por áudio sem perdas.
- Para os fãs mais dedicados, os CDs trazem encartes e, muitas vezes, as letras das músicas, oferecendo informações extras sobre quem tocou em cada faixa, onde elas foram gravadas e muito mais.
Passar um tempo com o livreto de um CD reflete uma relação mais intencional e cuidadosa com a música que se ouve. Em uma matéria sobre o ressurgimento dos CDs, o veterano crítico musical da Rolling Stone Rob Sheffield chamou o formato de “a melhor invenção de todos os tempos para a escuta profunda”. Ele também destacou que os CDs não exigem login, não rastreiam o usuário, não coletam seus dados nem distraem como o celular.
Os desafios dos CDs
Apesar das muitas razões para considerar entrar no mundo dos CDs, há alguns desafios evidentes. O primeiro e mais óbvio é que você precisa de um aparelho para tocar os CDs, e o mundo não tem mais tantos leitores de disco como antes. Dependendo da idade, talvez você já tenha tido um toca-CD no carro, uma unidade de disco no notebook ou no computador de mesa, um aparelho de som com rádio, cassete e CD ou até um Discman (à prova de solavancos, de preferência, para evitar pulos na reprodução).
Embora já faça anos que a Target não tem mais uma seção dedicada a toca-CDs, ainda é possível encontrar opções online, seja algo portátil ou um modelo para deixar sobre a mesa. Muitos toca-CDs modernos vêm até com Bluetooth para caixas de som sem fio. Também é possível comprar uma unidade externa de CD que se conecta ao computador via USB. Há uma variedade de preços, então você não precisa investir em um aparelho caro que só usaria de vez em quando. Como sempre, o que é antigo costuma encontrar uma nova vida de tempos em tempos. Por isso, se os CDs estão chamando você do passado, ainda é relativamente fácil colocar sua música para tocar.
