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Teste: iPhone Duo conquista repórter nas férias, apesar de falhas
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Teste: iPhone Duo conquista repórter nas férias, apesar de falhas

Repórter da TechCrunch levou o iPhone Duo e o iPhone 17 Pro Max para cinco dias de férias. Apesar de apps não otimizados, da ausência de Face ID e da câmera mais simples, o dobrável da Apple acabou conquistando-o.

Em uma viagem de férias de cinco dias, um repórter da TechCrunch testou o iPhone Duo, o novo dobrável da Apple, levando também o iPhone 17 Pro Max como uma espécie de “rede de segurança”. A conclusão: apesar das frustrações iniciais, o Duo acabou conquistando o autor.

O aparelho foi um empréstimo da Apple e custa cerca de US$ 2 mil. A mudança é significativa, especialmente para quem vem de um iPhone 17 Pro Max, já que os dois modelos são bastante diferentes. Ao longo da viagem, porém, o repórter usou o Duo com mais frequência e foi se acostumando com ele.

Durabilidade

O formato curto e “atarracado” do Duo causou estranheza no começo, mas o aparelho se mostrou resistente. Ele coube nos bolsos da frente e de trás, mesmo com capa, e sobreviveu a situações como ser sentado em cima várias vezes e cair pelo menos três vezes — de altura de mesa e da cama — em concreto, azulejo e piso de madeira, sem quebrar ou trincar a tela.

Frustrações

Nem tudo foi positivo. A tela externa menor exige mais rolagem para ler conversas; apps não otimizados apresentam uma barra preta na lateral e, por vezes, escondem funções importantes em menus de “mais opções”. Em várias ocasiões, o aplicativo do Google Search travou — problema atribuído ao modo de IA da busca —, exigindo que o app fosse fechado à força.

O maior ponto negativo, segundo o repórter, é a ausência de Face ID. O Duo usa Touch ID, e voltar à autenticação por digital se mostrou complicado em tarefas como o Apple Pay, especialmente quando se está segurando sacolas, bolsa ou a coleira do cachorro. Uma versão futura deve contar com Face ID.

Câmera

O sistema de câmeras também é mais simples: são duas câmeras traseiras, contra três do 17 Pro Max, sem lente teleobjetiva e com zoom digital de 10x (contra 40x do Pro). Não há suporte a ProRAW, ProRes e outros recursos avançados. Para fotógrafos e criadores de conteúdo, o Duo não é indicado como aparelho principal; para o uso cotidiano, a câmera é considerada “ok” — não ótima, mas suficiente.

Por que vale a pena

O grande atrativo é ser um dobrável — e da Apple. Segundo o repórter, dobráveis têm um charme lúdico que os celulares tradicionais não têm, e desenvolvedores estão criando novos apps para o formato. O aparelho também é bom para assistir a filmes, especialmente com a capa Duo Folio com suporte.

A Apple teria caprichado nos detalhes, como a dobra pouco visível e a proporção consistente entre as telas. O Duo tem classificação IP68, com maior resistência a poeira, contra IP48 do Galaxy Z Fold 8. Entre as curiosidades, o recurso Kid Cue exibe animações do Snoopy na tela externa para fazer as crianças olharem para a câmera na hora da foto.

Uso no dia a dia

Curiosamente, o repórter desdobrou o Duo menos do que imaginava. Um dos motivos é que abrir o aparelho em público chama atenção e rende conversas; o autor contou ter tido cerca de meia dúzia de interações com estranhos durante a viagem. Outro motivo é que desdobrar marca o início de uma sessão de uso mais intencional, como ver uma série na Netflix ou usar dois apps lado a lado em multitarefa. O recurso de tela dividida é simples de usar.

Para o autor, o design do Duo acaba tornando o uso mais consciente: em vez de puxar o usuário para rolagens infinitas, o aparelho convida a abrir e usar quando há um motivo real. Essa característica dialoga com o crescente interesse por tecnologia retrô e por interações mais deliberadas.

No fim, apesar dos defeitos, o Duo conquistou o repórter: um celular divertido e instigante, que dá vontade de pegar — mas também é fácil de largar.

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