Review de Village in the Shade destaca fazenda sobrenatural e possível melhor jogo da NIS
A RPG Site publicou sua análise de Village in the Shade, game que mistura simulação de fazenda e elementos sobrenaturais e é apontado como possível melhor jogo já lançado pela NIS.
A RPG Site publicou sua análise de Village in the Shade, novo jogo da NIS (Nippon Ichi Software) que mistura simulação de fazenda com elementos sobrenaturais. Segundo o review, seria fácil o título ser apenas mais um simulador de fazenda com um diferencial qualquer, mas o game se distancia disso ao questionar o jogador sobre o que realmente o motiva a buscar uma vida tranquila no campo — e quais incômodos ele aceitaria enfrentar por essa tranquilidade.
O texto lembra que existe o modo Village in the Sunshine, que transforma o jogo em um simulador de fazenda mais tradicional, mas classifica essa opção como uma espécie de armadilha, já que o que torna Village in the Shade especial está em outro lugar.
Ainda assim, a análise ressalta que o game não deixa a parte de fazenda de lado. A produção vai além do básico:
- aragem com múltiplos níveis para cultivos específicos;
- composteiras para fertilizar os canteiros;
- possibilidade de criar várzeas para cultivar arroz e outras plantações especiais;
- fabricação de máquinas para processar materiais, como preparar conservas de vegetais, defumar carnes e ovos ou produzir bebidas alcoólicas;
- sistemas de irrigação automática e espantalhos mágicos que permitem que plantações de outras estações cresçam ao redor;
- melhoria e decoração da casa, no estilo Animal Crossing;
- criação de animais como vacas, galinhas, patos e outras espécies mais exóticas, cada uma com atributos próprios — os patos, por exemplo, se alimentam de ervas daninhas nas várzeas quando soltos durante o dia.
Além do trabalho na fazenda, o jogo inclui caça com arco nas montanhas (com licenças para caçar desde esquilos até ursos), mineração e pesca. Mas o grande diferencial apontado pelo review está no que acontece após o anoitecer. Diferente de outros simuladores de fazenda, em que é preciso ir dormir quando escurece, Village in the Shade reserva surpresas para a noite.
Boa parte da história gira em torno de desvendar o significado das regras da Kagatsu Village. A primeira delas, “não saia depois das 23h”, se explica pela presença de Yokai e outros espíritos na vila e nos arredores. Ao sair à noite, o jogador encontra pequenos interlúdios com criaturas como o Daruma ou lanternas ambulantes, cada uma com suas próprias mecânicas e recursos que podem ser coletados ao evitá-las.
Itens amaldiçoados encontrados podem ser doados ao santuário próximo à fazenda em troca de melhorias, como novas receitas de criação, bônus permanentes no preço de venda de itens específicos ou aumento da velocidade para ganhar afeição dos animais. A cada estação, uma raposa guia o jogador até um santuário etéreo; ao doar os itens pedidos — entre plantações sazonais e itens coletáveis —, recebe-se os espantalhos mágicos. Completar o pedido do santuário antes do fim do mês garante uma melhoria permanente de estamina.
Também é possível pescar durante a noite para encontrar peixes amaldiçoados e plantar sementes misteriosas para cultivar plantações amaldiçoadas que, após descoberto o método, servem para melhorar permanentemente a saúde. Livros encontrados à noite podem ser doados à biblioteca e oferecem dicas sobre como lidar com os espíritos. Momentos-chave da história incluem lutas contra chefes, o que torna essas melhorias ainda mais valiosas.
O review elogia a forma como o jogo conecta narrativa e jogabilidade, alternando entre a beleza de uma vila rural japonesa desenhada à mão e o clima perturbador do mesmo cenário quando as luzes se apagam. A trilha sonora é apontada como a favorita do ano pelo avaliador, mesmo com cerca de 70 horas de duração.
Entre as críticas, o texto cita que algumas lutas contra chefes se estendem por tempo demais, que a história demora a engrenar — e, quando engrena, começa a interferir na jogabilidade principal —, e que o controle poderia oferecer a opção de usar o direcional (dpad) em vez do analógico.
Na conclusão, a análise compara o título a outros trabalhos ousados da NIS, como Labyrinth of Refrain e Mad Rat Dead, e afirma que a equipe pode ter superado seus trabalhos anteriores. Para o avaliador, Village in the Shade pode ser o melhor jogo já lançado pela empresa e um dos lançamentos de outono de 2026 que não devem ser perdidos.
