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Review de Cyberpunk: Edgerunners 2 aponta temporada sólida, mas que não repete a emoção do original
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Review de Cyberpunk: Edgerunners 2 aponta temporada sólida, mas que não repete a emoção do original

Análise da segunda temporada de Cyberpunk: Edgerunners elogia a animação do Studio TRIGGER, mas aponta que a falta de tempo para desenvolver os quatro protagonistas impede que a série repita o impacto emocional da primeira.

A segunda temporada de Cyberpunk: Edgerunners voltou a levar o público para Night City sob o comando do Studio TRIGGER. Em uma análise publicada pelo portal iXBT.games, a produção é descrita como visualmente deslumbrante e brutal, mas com dificuldades para repetir o sucesso da primeira leva de episódios.

A review destaca que animação impressionante, ideias curiosas e até quatro protagonistas não foram suficientes para alcançar o mesmo impacto do primeiro ano. Segundo o texto, a temporada de dez episódios tem pouco tempo para desenvolver tantas histórias e personagens.

O autor lembra que a trama original, centrada em David Martinez, sintetizava a essência do cyberpunk: a cidade seduzia o jovem com uma esperança ilusória e, depois, apresentava uma conta altíssima a ser paga em sangue. O romance condenado entre David e Lucy, as traições, a cyberpsicose e a morte dos companheiros foram citados como parte de um nó emocional difícil de ignorar.

Ambientada em 2078, após os acontecimentos da história de David e de Cyberpunk 2077, a segunda temporada muda sua estrutura narrativa. Em vez de um único protagonista, a trama se ramifica em várias histórias que se entrelaçam aos poucos:

  • Wick Kingsley, mercenário lendário conhecido como King, que perde o controle devido ao excesso de implantes e mergulha na cyberpsicose;
  • Roman Carax, garoto de doze anos do bairro pobre de Kabuki, obcecado por cinema, que acompanha a queda de Wick com sua câmera;
  • Talia, filha fugida de executivos da Kang Tao que se envolve com ciberocultistas;
  • Dee, netrunner nômade do Snake Nation em busca dos responsáveis pela destruição de seu clã.

Ao longo da temporada, Wick descobre que Talia é sua filha biológica, o que dá a ele um novo motivo para viver. Já Dee encontra pistas de experimentos corporativos ligados ao projeto Soulkiller e a David Martinez, além de um shard contendo a constructo experimental Capri, que passa a ser alvo de uma caçada.

A análise aponta que a temporada mantém o ritmo intenso, com reviravoltas e batalhas espetaculares, mas que o excesso de tramas prejudica o desenvolvimento dos personagens. Segundo o texto, os roteiristas recorrem com frequência à regra de “mostrar, não contar”, deixando de lado o passado e as tragédias dos protagonistas, que são conhecidos majoritariamente por diálogos.

O autor afirma que o único personagem com quem criou uma ligação genuína foi Roman Carax, descrito menos como protagonista completo e mais como um observador externo. O roteirista Bartosz Sztybor teria admitido que o garoto foi inserido no roteiro para conectar as histórias dos demais personagens e homenagear a cultura pop dos anos 1980 e 1990.

Por outro lado, a parte visual é apontada como um dos maiores pontos fortes da sequência. O Studio TRIGGER volta a apresentar Night City com violência hiperestilizada, tiroteios e perseguições com cortes rápidos e ângulos excêntricos. A temporada também ganha identidade própria, com a maioria dos eventos acontecendo à luz do dia e um traço mais grosso e expressivo, com influências de animes dos anos 80 e 90.

A review elogia ainda soluções criativas, como as imagens gravadas pela câmera de Roman, exibidas em proporção 4:3 com aspecto envelhecido, e os pesadelos de Dee, retratados como colagens abstratas. A trilha sonora, porém, é considerada menos marcante que a da primeira temporada.

Ao final, o texto conclui que a primeira temporada de Cyberpunk: Edgerunners nasceu como produto promocional para Cyberpunk 2077, mas se tornou uma história independente aclamada. A segunda temporada é classificada como um bom anime, divertido e estiloso, que vale a recomendação para fãs do jogo e do gênero cyberpunk, embora a primeira aventura tenha sido considerada muito mais extraordinária.

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