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Resenha: Vampire Princess Miyu e o mundo melancólico dos monstros solitários
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Resenha: Vampire Princess Miyu e o mundo melancólico dos monstros solitários

Em resenha, o Comics Beat destaca como o OVA de quatro episódios Vampire Princess Miyu transforma cada história em uma fábula sobre solidão, imortalidade e o desejo de pertencer.

Vampire Princess Miyu, OVA de quatro episódios dirigido por Toshiki Hirano, é tema de uma nova resenha publicada pelo site Comics Beat. A obra é baseada no mangá escrito por Hirano e Narumi Kakinouchi.

O texto situa a série na tradição do horror japonês que funciona como folclore, citando obras como o filme Kwaidan, de Masaki Kobayashi, e mangás como GeGeGe no Kitaro, de Shigeru Mizuki, e Orochi, de Kazuo Umezz. Assim como essas obras, Vampire Princess Miyu é intencionalmente episódico: cada capítulo apresenta monstros e horrores diferentes, mas todos revelam uma mesma verdade — a vida de um monstro é solitária e a existência humana é passageira.

Segundo a resenha, o horror da série nasce de pessoas comuns que colocam um pé no mundo dos seres sobrenaturais chamados Shinma. Esses monstros vivem escondidos entre os humanos e costumam atender a desejos de imortalidade ou de enganar a morte, escolhas que vêm com consequências terríveis. Aqueles que recebem a imortalidade, segundo o texto, apenas se tornam a pior versão de si mesmos.

Os episódios são conectados pela espiritualista Himiko, que acaba entrando nesse mundo, e pela vampira Miyu. A resenha observa que Miyu não é uma protagonista no sentido tradicional: ela funciona como catalisadora da maioria dos episódios, observando à distância e interferindo quando necessário. Himiko, por sua vez, atua como testemunha, usando ocasionalmente seus poderes para enfrentar os Shinma, mas sobretudo assistindo enquanto essas criaturas arruínam vidas.

O texto aponta que todos os personagens querem se conectar ou sentem alguma forma de perda, e que um profundo sentimento de solidão atravessa os quatro episódios. Os monstros passam o tempo desejando ou lamentando outra pessoa. A busca de Himiko por Miyu ao longo da série parece motivada tanto pela vontade de conhecer o mundo dos Shinma quanto pelo desejo de rever a vampira. Até Miyu, que fica fora da ação na maior parte do tempo, tem um episódio dedicado à sua necessidade de um amigo. Como resume a resenha, até monstros precisam de companhia.

A publicação também elogia o visual da obra, especialmente nesta nova edição em Blu-ray. Os designs de cada Shinma são descritos como únicos, de Larva, companheiro de Miyu, à assustadora Shinma boneca Ranka. As capas são detalhadas e a armadura demoníaca do terceiro episódio é destacada por suas múltiplas placas e aparência imponente, enquanto cada cenário é considerado belamente renderizado. Para a resenha, a série é um lembrete do poder visual dos animes feitos para o mercado de OVA nos anos 80 e 90.

Por fim, o texto relaciona essa beleza à efemeridade: o fato de a série ter apenas quatro episódios combina com uma história sobre a brevidade da vida e o desejo de mais. A resenha lembra que uma série de TV viria depois, mas considera este OVA uma síntese perfeita desse tema, mostrando que o desejo e o anseio só podem levar a mundos mais sombrios.

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