Ex do marido proíbe enteada de 13 anos de ver a madrasta durante viagem de cinco meses
Leitora conta à coluna de conselhos do Washington Post que a ex do marido a proibiu de ver a enteada de 13 anos enquanto ele passa cinco meses fora; colunista recomenda paciência e cautela para não agravar o conflito.
Uma leitora da coluna de conselhos Dear Say More, do jornal americano The Washington Post, pediu orientação sobre uma situação familiar complicada: o marido vai passar cinco meses fora de casa e a ex dele não quer que a leitora mantenha contato com a enteada, de 13 anos, durante esse período.
A leitora, que assina como Stepmom, conta que se dá muito bem com a enteada, mas que a relação com a mãe da adolescente é conflituosa há cerca de três anos. Segundo ela, a mulher tem sido hostil e agressiva com o ex-marido e com ela. Mesmo assim, a madrasta ofereceu a própria casa para os ensaios da banda da garota e se colocou à disposição para ajudar em outras atividades extracurriculares, já que a mãe vai cuidar da filha sozinha e trabalhar em tempo integral durante a ausência do pai. A oferta foi recusada.
A mãe da adolescente afirma que a leitora seria um perigo e não quer a filha perto dela enquanto o pai estiver fora. A leitora contesta a alegação e diz que trabalha com crianças há 25 anos e passa regularmente por checagens de antecedentes.
A dúvida que ela leva à coluna é como continuar presente na vida de uma menina que está triste, irritada e em conflito com a mãe, sem piorar a situação.
O conselho da colunista
Com pesar, a recomendação é esperar. Na avaliação da colunista, a leitora parece uma ótima madrasta e a adolescente certamente está vivendo um ano difícil, entre a viagem do pai e a relação complicada com a mãe, mas qualquer confronto direto com a ex do marido neste momento tende a piorar as coisas. Pressionar poderia dar à mulher mais argumentos contra a leitora, e qualquer atitude percebida como um jeito de contornar a vontade da mãe poderia ter o efeito contrário, gerando novas ameaças. Há também o risco de que a mãe punisse a filha apenas por pedir para passar tempo com a madrasta.
Algumas formas de contato virtual podem ajudar, dependendo dos recursos que a garota tem. Se ela tiver um celular próprio, o FaceTime, por exemplo, é uma alternativa. Já se a mãe não permitir mensagens, a situação fica travada.
Se a viagem ainda não começou, a sugestão é aproveitar o tempo para fazer algo especial com a enteada: sair para um programa gostoso, conversar e dizer o quanto gostaria que as coisas fossem diferentes. Um presente pequeno e uma carta de incentivo para ela ler nos momentos difíceis também podem fazer diferença. A orientação é não falar mal da mãe, porque isso provavelmente chegaria até ela. A meta é reduzir o conflito.
A colunista reconhece que o período será difícil para a adolescente no curto prazo, mas avalia que, adulta, ela vai lembrar e valorizar o esforço da madrasta para manter a paz, o que deve consolidar a leitora como uma adulta segura e de confiança.
O papel do pai
A coluna também questiona qual é a posição do marido da leitora e o que ele pretende fazer para acompanhar a filha à distância — seja qual for o destino dele, de uma missão remota a uma base de pesquisa na Antártida ou à Estação Espacial Internacional —, mas o esperado é que ao menos mantenha contato periódico com a adolescente. Ele deve transmitir o quanto a madrasta a ama e sente falta dela, além de ajudar a filha a lidar com a dinâmica entre os pais.
O mais importante, segundo a colunista, é que a garota tenha um retorno acolhedor quando os cinco meses terminarem. Por isso, vale pensar em maneiras de compensar o tempo perdido, como uma viagem de fim de semana, ingressos para o show da banda favorita dela ou outra atividade que fortaleça o vínculo.
A resposta termina com o desejo de que os meses passem rápido e de que a família tenha um reencontro feliz.
