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Apple Pencil transforma o iPhone Duo em um caderno digital, mostra teste do The Verge
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Apple Pencil transforma o iPhone Duo em um caderno digital, mostra teste do The Verge

Com a atualização iOS 27.2, o iPhone Duo se tornou o primeiro iPhone a suportar o Apple Pencil, e o The Verge testou o aparelho como caderno digital usando o app TypeDraw.

O iPhone Duo, celular dobrável de US$ 2.000 da Apple, é o primeiro iPhone a oferecer suporte ao Apple Pencil. A compatibilidade passou a ser oficial com a atualização iOS 27.2, e o The Verge publicou um teste em que usa o acessório para transformar o aparelho em um caderno digital.

O modelo utilizado é o Apple Pencil USB-C, que não possui sensibilidade à pressão. Mesmo assim, o recurso de “scribble” continua disponível: a escrita à mão é convertida automaticamente em texto em aplicativos como Mensagens e Safari, como já acontece no iPad.

Segundo o veículo, o novo formato do aparelho permite usos bem diferentes do convencional. O Duo pode funcionar como uma câmera Hasselblad vintage com visor de cintura, como um leitor de livros digitais em formato de livro e, agora, também como um caderno.

Na avaliação de 26 minutos do The Verge, o aparelho é descrito como bonito, mas “meio pesado e volumoso”, com a recomendação de esperar a segunda geração.

No teste, o app Notas foi o que melhor aproveitou o suporte ao Pencil. Ao usar o acessório para escrever à mão, é possível ativar o recurso de refinamento automático, que organiza a caligrafia sem apagar suas características. O recurso existe no iPad desde 2024 e é útil nas telas comparativamente menores do Duo, embora apresente um pequeno atraso quando o usuário faz uma pausa na escrita e, em alguns casos, erre a interpretação de letras — em um dos exemplos, insistia em transformar um “u” em “o”.

O widget grande do app Notas na tela inicial também dá ao celular um ar de caderno, mas o resultado visual não agradou. A solução encontrada foi o TypeDraw:

  • Trata-se de uma compra única de US$ 4,99, otimizada para o Duo.
  • Ao abrir o app, a tela externa se transforma na capa do caderno.
  • Para virar a página, basta deslizar na tela externa ou abrir o aparelho.
  • O app cria automaticamente um sumário no início, com base nos títulos das notas.
  • Ao arrastar o dedo sobre o “elástico” da capa, ele estica e volta ao lugar, com retorno tátil.
  • Não é voltado a quem faz muitas anotações: não é possível adicionar tags ou links entre notas e o uso é limitado a um único caderno.

O teste também destaca o acabamento fosco da tela interna, que oferece certa resistência à passagem do Pencil — sensação considerada mais agradável do que a escrita na tela externa. O resultado, segundo o veículo, não chega ao de um tablet como o Remarkable, mas é satisfatório.

Outro recurso citado é a fixação magnética: o Pencil pode ficar preso à dobradiça do Duo quando o aparelho está fechado. Como o acessório é mais comprido que o celular, o encaixe fica desajeitado, mas tem sido uma forma prática de carregar os dois pela casa.

O autor relata que reorganizou a tela inicial e a tela de bloqueio em torno da ideia de criar conteúdo em vez de consumir, e que criou um atalho para abrir o TypeDraw sempre que desbloqueia a tela interna. A conclusão, porém, é que o exercício serviu principalmente para revisar quanto espaço é realmente necessário na tela inicial: com busca e Central de Controle, boa parte das tarefas se resolve, e a grade de apps acaba servindo mais como apoio emocional.

Para o The Verge, o “efeito de caderno novo” continua forte como sempre, mas passa com o tempo — e não é preciso um celular de US$ 2.000 para repensar a tela inicial. Um gadget novo é divertido, mas dá para seguir carregando um caderninho junto do celular comum.

Fonte: The Verge

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