Acky Bright fala sobre GalaXic Baseball League na NYCC 2026: “se o público continuar comprando, eu continuo escrevendo”
Em entrevista à Anime Herald na NYCC 2026, Acky Bright detalhou a origem de GalaXic Baseball League, o planejamento de cinco volumes para o arco do torneio e a intenção de fazer um mangá acessível tanto para fãs de beisebol quanto para quem nunca assistiu a um jogo.
Durante a New York Comic Con 2026, o artista Acky Bright conversou com a Anime Herald sobre GalaXic Baseball League, seu mangá inspirado no beisebol e desenvolvido em parceria com a MLB Players Association. Na entrevista, ele contou como o projeto nasceu, revelou planos de duração da obra e explicou suas escolhas narrativas.
Segundo Bright, a ideia surgiu alguns anos atrás, a partir de uma proposta da própria MLB Players Association, que buscava trabalhar com seu IP. O processo levou cerca de dois anos e envolveu a assinatura de muitos contratos. Para a entidade, o mangá representa a primeira etapa de uma franquia maior.
Sobre a extensão da obra, o autor estima que o atual torneio ocupe cerca de cinco volumes. Ele compara esse arco a uma “primeira temporada” e afirma que, com a entrada na liga, existem possibilidades para uma segunda e uma terceira temporada. “Se as pessoas continuarem comprando, eu continuo escrevendo”, declarou.
Bright também comentou a diferença visual entre o logotipo GAIA nos uniformes dos jogadores, nítido, e o usado no pôster do torneio, que aparece desgastado. Segundo ele, o time GAIA é apresentado em estado decadente e é considerado azarão; a personagem Luna chega para realizar uma reforma completa, o que explica a atualização visual. O pôster, por sua vez, é feito à mão.
Questionado sobre seu jogador favorito de desenhar, o artista disse que a escolha é difícil e que costuma preferir personagens cujos movimentos são fáceis e divertidos de expressar, mas afirmou que precisa ter carinho por todos. Ao ouvir que Kiba é o favorito do entrevistador, Bright se disse feliz pelo leitor já ter um personagem preferido.
Sobre o público-alvo, o autor destacou que a obra é fácil de acompanhar para fãs de beisebol e da MLB, mas também foi pensada para quem nunca assistiu a um jogo e, em especial, para crianças que gostam do esporte.
Perguntado sobre a popularidade de Shohei Ohtani e a tentação de transformá-lo em protagonista, Bright explicou que trata todos os personagens de forma igual. Para ele, Ohtani não gostaria de ser a estrela de uma história em que o beisebol é um esporte coletivo: a cada partida, o herói muda. Assim, todos têm a chance de ser protagonista. Ele também mencionou que os jogadores usam trajes com poderes e que habilidades especiais vão surgir ao longo da trama, sendo José Ramírez o primeiro a manifestar uma delas, algo que não estava planejado e surgiu naturalmente durante a escrita.
Quando o assunto foi seu papel como roteirista, Bright afirmou que sempre pensou como mangaká, mesmo em trabalhos anteriores centrados na arte, e que escrever tem sido algo natural para ele. No encerramento, o entrevistador pediu que o autor mantivesse o lado excêntrico da obra, citando momentos como a bola atravessando uma luva gigante. Bright agradeceu o comentário, disse que esse tipo de momento é justamente o motivo pelo qual quis escrever o mangá e prometeu levar em conta a opinião de quem o acompanha desde antes de sua fama nos Estados Unidos.
