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Óculos com IA: Meta é cobrada nos EUA por riscos de vigilância e assédio
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Óculos com IA: Meta é cobrada nos EUA por riscos de vigilância e assédio

Senadores Ron Wyden e Edward Markey cobram da Meta explicações sobre riscos de privacidade e segurança dos óculos com IA, citando gravações sem consentimento e casos de assédio.

Dois senadores dos Estados Unidos estão cobrando da Meta explicações sobre os riscos de privacidade e segurança associados aos óculos com inteligência artificial da empresa. A informação foi divulgada pelo Engadget.

Os democratas Ron Wyden, do Oregon, e Edward Markey, de Massachusetts, enviaram uma carta a Mark Zuckerberg. Segundo os parlamentares, os óculos têm sido ligados a invasões de privacidade tanto de quem usa o dispositivo quanto de pessoas filmadas sem consentimento.

Na carta, os senadores citam reportagens sobre homens que filmaram mulheres sem que elas soubessem enquanto as assediavam. Os vídeos teriam sido publicados em redes sociais.

Wyden e Markey também questionam falhas capazes de ativar a câmera acidentalmente ou de permitir a adulteração do indicador de gravação. Eles querem saber se a Meta desfoca rostos e placas de veículos nas interações com inteligência artificial.

A carta pede ainda detalhes sobre quando as imagens captadas pelos óculos ficam disponíveis para funcionários ou contratados da empresa, além de questionar em quais situações esse material é usado para treinar modelos de inteligência artificial.

Os parlamentares estabeleceram o prazo de 26 de novembro de 2026 para que a Meta responda aos questionamentos. Eles perguntam se a companhia realizou testes de segurança e solicitam uma análise detalhada de direitos humanos antes do lançamento do produto.

Relatos e uma ação judicial citados na carta indicam que contratados da Meta revisaram vídeos de pessoas alvo das gravações, que estariam se despindo ou mantendo relações sexuais. Usuários também relataram que os óculos passaram a gravar conversas sem consentimento após uma atualização de firmware.

Os dispositivos foram vistos com agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA durante operações, e uma unidade antiterrorismo da polícia de Nova York levantou preocupações sobre vigilância indesejada em janeiro.

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